Home >> Novidades >> TI e trabalho em rede

TI e trabalho em rede

15/03/11

Instalações PACS em um ambiente de rede - reunindo múltiplos hospitais

Em março de 2010 aconteceu o Hospital Management Symposium 2010 (HMS) que discutiu o tema "Gestão, Informática e Economia para Hospitais e Radiologistas. Em sua palestra, a Dr. Nicola H Strickland, bacharel em Medicina e Cirurgia do Imperial College Healthcare NHS Trust, de Londres, falou sobre as várias possibilidades, bem como a exigência e os desafios que têm de ser considerados em cada cenário.

?A chave para implementar a instalação de um PACS em rede para vários hospitais é estabelecer de antemão exatamente qual cenário clínico precisa ser atendido?. Na apresentação "Instalações de PACS em um ambiente de rede - a combinação de vários hospitais" Strickland forneceu insights interessantes em relação à clínica básica e aos requisitos de TI que devem ser considerados antes da implementação.

"As primeiras perguntas que você tem que fazer antes de instalar um PACS são: por que eu quero combinar os sites do hospital? e: quais são meus objetivos de fluxo de trabalho? Para definir o propósito de sua rede, você deve definir o padrão de trabalho. Este é o passo chave", enfatizou Strickland. Ela faz uma distinção entre dois modelos base: ou você quer uma única unidade de ?hospital virtual?, que é perfeita, totalmente integrada e independente de localização, ou você optar por aquela que ela chama de ?graus de hub-and-spoke? (rede em estrela) uma abordagem que oferece diferentes cenários, mas que é, portanto, mais complexa e difícil de definir.

Uma unidade única de ?hospital virtual? é caracterizada por listas de trabalho compartilhadas independentemente do local de aquisição, igualdade de acesso aos exames de imagem e laudos, um conjunto de estatísticas e reuniões multidisciplinares de equipe à distância como, por exemplo, por teleconferência. "Resumindo, a única diferença para uma unidade hospitalar comum é a separação física", disse Strickland.

"Em consequência, você precisa ter exatamente a mesma tecnologia de informação e o mesmo sistema de numeração ID em todo o ambiente, ou seja, o mesmo PACS, o mesmo RIS, reconhecimento de fala, EPR, solicitação eletrônica, feedback eletrônico de resultados - tudo. Não há outra opção! Qualquer coisa diferente disso vai levar a um significativo risco clínico causado por perda e repetição desnecessária de estudos, o que, por sua vez, levará a uma séria frustração da equipe médica.

Soluções padronizadas de TI em diferentes áreas de uma rede hospitalar são fáceis de implementar, caso não haja um PACS instalado. Do contrário, você terá que defender essa mudança, por exemplo, sublinhando a melhoria na eficiência e no atendimento ao paciente, como em relação à exposição à radiação, uma vez que a repetição os exames é evitada e, consequentemente, reduz-se o risco clínico. "Em uma situação em que você estende um PACS melhor para outras áreas, é louvável falar com os membros da equipe sobre um \\\\\\'upgrade\\\\\\' que vai resultar em menos trabalho para todos", Strickland aconselha.

Instituições que trabalham juntas em um cenário ?hub-and-spoke? são, por exemplo, centros de referência especializados com grandes hospitais distritais gerais, hospitais de grande porte com hospitais remotos menores ou principais hospitais com centros de outsourcing independentes. ?É papel do médico definir o cenário clínico, porque ele conhece melhor as reais necessidades clínicas, mas ele não pode ser aquele que decide qual solução de TI - por exemplo, protocolos de transmissão ou método de armazenamento e gestão de dados ? atenderia melhor a essas necessidades." Quais soluções de TI estão disponíveis? Primeiro, o uso de mídia portátil, embora este deva ser visto como último recurso. "Mídias portáteis como CDs são repletas de problemas. A Integrating the Healthcare Enterprise (IHE) definiu dois perfis de integração para CDs que você não deve de forma alguma insistir em implementar: PDI (portable data for imaging) e IRWF (import reconciliation workflow). "

A segunda opção, Strickland explicou, é a transmissão ponto-a-ponto como um acordo direto entre as instituições. "Certifique-se de que, em tal cenário, laudos e imagens são entregues juntos - muitas vezes eles não são!" Em terceiro lugar, existem soluções patenteadas comerciais: "Isto só é eficiente se todos os hospitais compram juntos. E você tem que considerar que pode se tornar dependente do fornecedor escolhido, o que pode limitar o hospital quando as mudanças futuras forem necessárias", disse Strickland. Outra opção é o compartilhamento de documentos entre plataformas para imagens com XDSi definido pela IHE. O problema aqui é que ainda falta um fornecedor universal que invista no XDSi e que ainda existem lacunas nas especificações XDSi da IHE, por exemplo no que diz respeito aos mecanismos de segurança de dados, classificação de documentos ou na definição de ?domínios afins? - ou ?affinity domain?, em inglês - (uma comunidade de troca de dados).

"Muitas destas questões são abordadas inadequadamente, resultando em radiologistas e outros médicos na Europa e América do Norte que trabalham em ambientes equivalentes a ?ilhas digitais? isoladas por suas próprias áreas de TI, que funcionam bem sozinhas, mas que se integram mal, se é que conseguem, em um ambiente de rede, resume Strickland, ao final de seu discurso.

Dra. Nicola H. Strickland é consultora radiologista no Hammersmith Hospital, um hospital de ensino fundamental na Zona Oeste de Londres, Reino Unido, e também faz parte do Imperial College Healthcare NHS Trust. Strickland é membro do Comitê do UK PACS & Teleradiology Group e preside o grupo de trabalho da Subcomissão de Gestão em Radiologia da Sociedade Européia de Radiologia (ESR).

Em quase 12 anos de experiência com TI de imagens e PACS sem filme no Hammersmith Hospital, ela encontrou quase todos os problemas que podem surgir durante a implementação e o uso de um PACS em ambiente hospitalar. O centro de imagens clínicas em Hammersmith - o maior centro de imagem em pesquisa clínica na Europa - que abriu em junho de 2007.

Veja aqui o vídeo da palestra

Texto original em inglês publicado no portal European Hospital em 12/04/2010

Posted in: